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Bolsonaristas tentam agredir cacique Raoni; é preciso reagir

Raoni é crítico do regime golpista de Bolsonaro. Foto: Getty Images/Flickr

Um grupo de bolsonaristas invadiu o encontro Amazônia Centro do Mundo, realizado em Altamira (PA), e tentou agredir o cacique Raoni, que vem denunciando o governo ilegítimo e inclusive chegou a pedir a queda de Bolsonaro.

Absurdo – Bolsonaristas intervém em encontro Amazônia Centro do Mundo, em Altamira (PA) e tentam agredir cacique Raoni

O encontro ocorreu no final de semana passado e reuniu um grupo de 50 pessoas, dentre elas líderes sociais da Amazônia, ativistas climáticos, cientistas do clima e da terra e pensadores. Também estiveram presentes indígenas de diversas etnias, nacionalidades e idiomas, como jurunas, xikrins, xipayas, kaiapós e yanomamis.

Os bolsonaristas elegeram como um de seus alvos favoritos os indígenas. Como fascistas, os seguidores de Bolsonaro adotam o método de atacar os grupos mais frágeis e marginalizados da sociedade, e no Brasil os indígenas se enquadram nessa parcela social.

Entretanto, os indígenas têm condições de se defender desses ataques se organizarem comitês de autodefesa. Todos os setores oprimidos, como negros, mulheres, LGBT, a esquerda em geral, trabalhadores e sem terra, devem também construir esses comitês para se defenderem das milícias fascistas.

Fonte: Causa Operária

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Documentos mostram que Bolsonaro tem planos devastadores para a Amazônia

DemocraciaAbierta teve acesso a uma apresentação em PowerPoint que mostra que o governo de Bolsonaro pretende usar o discurso do ódio para isolar as minorias da Amazônia.

Documentos vazados mostram que o governo de Jair Bolsonaro pretende usar o discurso de ódio do presidente brasileiro para isolar as minorias que vivem na região amazônica. Slides de PowerPoint, que o democraciaAbierta teve acesso, também revelam planos para implementar projetos predatórios que poderiam ter um impacto ambiental devastador.

O governo Bolsonaro tem como uma de suas prioridades habitar a região amazônica para prevenir a realização de projetos multilaterais de proteção à floresta, especificamente o projeto denominado “Triplo A”.

“Integrar a Calha Norte do rio Amazonas ao restante do território nacional, para se contrapor às pressões internacionais pela implantação do projeto denominado Triplo A. Para isso, projetar a construção da hidrelétrica do rio Trombetas e da ponte de Óbidos sobre o rio Amazonas, bem como a implementação da rodovia BR 163 até a fronteira do Suriname”, diz um slide da apresentação.

Entre as táticas citadas no documento está a de redefinir os paradigmas do indigenismo, quilombolismo e ambientalismo através das lentes do liberalismo e conservadorismo

Um dos slides da apresentação. | democraciaAbierta

Em fevereiro deste ano, os ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) teriam ido a Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname. Mas essa reunião foi cancelada.

Em outra reunião entre membros do governo, também em fevereiro, uma apresentação PowerPoint foi usada para detalhar as obras anunciadas pelo governo Bolsonaro para a região. Na projeção – que foi vazada ao democraciaAbierta – fica claro que a habitação da região amazônica é importante para que projetos de preservação não possam ser desenvolvidos.

O slide é claro. A estratégia, antes de começar a depredação, vai acontecer através do discurso. O discurso de ódio de Bolsonaro já está dando sinais de que o plano está funcionando. A Amazônia está em chamas. Está em chamas faz três semanas e nem mesmo quem mora no Brasil sabia. Graças aos esforços de comunidades locais com o auxílio das redes sociais, a realidade está finalmente viralizando.

A reação dos internautas não é sensacionalismo. O Brasil teve 72 mil focos de incêndio só neste ano, metade dos quais acontecem na Amazônia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que seus dados de satélite mostraram um aumento de 84% em relação ao mesmo período de 2018.

https://twitter.com/i/status/1164045802613821440

The Amazon rainforest provides 20% of the world’s oxygen. People are deliberately starting fires in effort to illegally deforest land for cattle ranching. President Bolsonaro is letting this slide!!

Atacar organização não governamentais faz parte da estratégia do governo Bolsonaro para a Amazônia. Segundo mostra outro slide da apresentação, o governo afirma que existe atualmente uma campanha globalista que “relativiza a Soberania Nacional na Bacia Amazônica”, usando uma combinação de pressão internacional assim como “opressão psicológica” tanto externa como interna que usa como armas ONGs ambientalistas e indigenistas, além da mídia, para fazer pressões diplomáticas e econômicas. Essa campanha mobiliza minorias indígenas e quilombolas para agirem com o apoio de instituições públicas a nível federal, estadual e municipal. O resultado dessa campanha restringe “a liberdade de ação do governo”.

O item 3 do documento aponta que o Calha Norte serve como arma para combater “pressões internacionais” pela implementação do projeto Triplo A. | democraciaAbierta

Essas são, segundo o slide, “as novas esperanças para a Pátria, Brasil Acima de Tudo!”

Slide usado durante a apresentação. | democraciaAbierta

Então não é de surpreender que a resposta de Bolsonaro em relação aos incêndios venho em forma de ataque às ONGs. Na quarta-feira (21), Bolsonaro disse acreditar que organizações não governamentais poderiam estar por trás dos incêndios como uma tática de gerar atenção negativa para o seu governo.

Bolsonaro não citou nomes de ONGs e, quando questionado se há evidência para as alegações, disse que não há registros escritos sobre as suspeitas. Segundo o presidente, as ONGs podem estar retaliando contra os cortes de verba de seu governo. O seu governo cortou 40% dos repasses internacionais que eram destinados às organizações, ele afirmou na saída do Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre a onda de incêndios na região.

“Então, pode estar havendo, sim, pode, não estou afirmando, ação criminosa desses ‘ongueiros’ para chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil. Essa é a guerra que nós enfrentamos”, afirmou Bolsonaro.

Portanto, parte da estratégia do governo de burlar essa “campanha globalista” é depreciar a importância e a voz das minorias que vivem na região, e transforma-las em inimigos. Entre as táticas citadas no documento está a de redefinir os paradigmas do indigenismo, quilombolismo e ambientalismo através das lentes do liberalismo e conservadorismo com base nas teorias realistas. Essas são, segundo o slide, “as novas esperanças para a Pátria, Brasil Acima de Tudo!”

*Nota: Uma versão deste artigo disse que a apresentação foi usada em uma reunião entre ministros. Essa reunião foi cancelada. Os documentos foram usados em outra reunião entre membros do governo na mesma semana que a outra reunião teria acontecido.

Link original da notícia

 

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Desastre anunciado: Fim do Fundo Amazônia pode acelerar desmatamento

Reportagem de Ana Lucia Azevedo no Globo informa que a virtual extinção do Fundo Amazônia é um tiro dado no combate do desmatamento ilegal no bioma com estilhaços em todo o país. A Noruega , que responde por 93,8% dos R$ 3,4 bilhões doados, pode não só interromper os repasses, como anunciou, quanto pedir de volta o cerca de R$ 1,5 bilhão ainda não comprometido com projetos aprovados.

De acordo com a publicação, o fundo financia não só projetos de pesquisa, mas é essencial para a fiscalização e o combate em campo do desmatamento ilegal realizado porIbama , Força Nacional e autoridades de segurança e de meio ambiente dos governos estaduais. Recebem recursos não apenas aAmazônia Legal , mas Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Ceará, já que 20% do fundo podem ser empregados em outros estados e países em programas essenciais ao meio ambiente, como a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), por exemplo. Um por cento do fundo foi destinado a projetos internacionais em países amazônicos.

O dinheiro do fundo ajuda a pagar, por exemplo, os sistemas oficiais de monitoramento do desmatamento do Inpe , atacados pelo governo e reconhecidos pela comunidade científica e internacional. E estava sendo empregado na criação de sistemas semelhantes ao Prodes para a Mata Atlântica , Caatinga , Pampa e Pantanal, completa o Jornal O Globo.

Fonte DCM

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Desastre ambiental: Bolsonaro anuncia entrega da Amazônia aos Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (27), durante cerimônia de formatura de paraquedistas no Rio de Janeiro, que a exploração da Amazônia foi um dos motivos de sua relação com os Estados Unidos; “Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, a minha aproximação com os Estados Unidos”, disse Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (27), durante cerimônia de formatura de paraquedistas no Rio de Janeiro, que busca parcerias “no primeiro mundo” e, em especial com os Estados Unidos, para a exploração do território amazônico brasileiro, respondendo a líderes europeus que criticaram suas políticas para a região amazônica. 

“O senhor presidente da França [Emmanuel Macron], a senhora Merkel [chanceler da Alemanha] queriam que eu voltasse para cá [depois da reunião do G20], demarcando mais 30 reservas indígenas, ampliando reservas ambientais. Isso é um crime. Só de reserva indígena já temos 14% tomados aqui no Brasil. Na Reserva Ianomâmi, são 9 mil índios e tem o dobro do estado do Rio de Janeiro. É justo isso? Terra riquíssima. Se junta com Raposa Serra do Sol é um absurdo o que temos de reservas minerais ali. Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, a minha aproximação com os Estados Unidos”, disse Bolsonaro.  

Antes de dar estas declarações, o presidente, que já não consegue disfarçar seu entreguismo e subserviência aos Estados Unidos, fez uma bravata:  “O Brasil é nosso. A Amazônia é nossa. A Presidência é do povo brasileiro. Povo esse ao qual devo lealdade absoluta”, disse.

Com informações da Agência Brasil 

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Ameaça à Amazônia: sem licença ambiental, Bolsonaro quer pavimentar BR 319

MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – Em visita a Manaus, o presidente Jair Bolsonaro prometeu pavimentar a rodovia BR-319, que liga a cidade a Porto Velho. A obra, que não tem licença ambiental aprovada, é considerada uma das maiores ameaças à Amazônia por estudiosos e ambientalistas.

Inaugurada em 1976, a estrada tem 406 km dos seus 900 km sem asfalto. A conclusão acabaria com o isolamento rodoviário entre Manaus e o restante do país, mas abrira uma área maior do que a Alemanha para a invasão descontrolada de florestas preservadas, segundo o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia).

“É uma das nossas obras prioritárias”, afirmou Bolsonaro, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (25). Ele prometeu que o início será em meados do ano que vem. Questionado se a pavimentação será concluída até o final do mandato, em 2022, disse: “Acredito que sim.”

Bolsonaro voltou a fazer críticas à legislação ambiental e criticou os governos anteriores: “Imagina se eu tivesse comigo o Zequinha Sarney (governo Temer) ou a Marina Silva (governo Lula) como ministro [do Meio Ambiente]? Nunca vocês iam ver essa BR asfaltada.”

O principal motivo para que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) não emita a licença ambiental é a baixa presença do Estado na região da BR-319, cujo asfaltamento viabilizaria também a abertura de quatro estradas estaduais projetadas.

Diversos estudos têm mostrado que a abertura de rodovias é o principal motor do desmatamento da Amazônia. Um artigo publicado em 2014 na revista acadêmica Biological Conservation calculou que 95% do desmate na região ocorre em até 5,5 km de estradas ou a 1 km de um rio.

Segundo o estudo do Idesam publicado no ano passado, a área de influência da BR-319, quase toda intacta, equivale aos territórios da Alemanha e da Holanda juntos. A ocupação desse parte abriria uma divisão entre os lados ocidental e oriental da Amazônia. 

A rodovia hoje é transitável durante a maior parte do ano, mas a viagem se torna imprevisível no período de chuvas devido aos atoleiros. Não são raros relatos de motoristas que demoram até uma semana para cruzar o trecho não pavimentado.

Fontes: Notícias ao Minuto e Folha Press

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