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Obscurantismo no Ministério do Meio Ambiente ameaça o ICMBio e a biodiversidade brasileira

Por Bráulio Dias (*)

Declarações e atos recentes do ministro Ricardo Salles sugerem que este governo está prestes a destruir a capacidade institucional da União para a proteção da biodiversidade brasileira, em especial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Veja a bem fundamentada Carta Aberta da Associação Nacional de Servidores da Carreira de Meio Ambiente (ASCEMA Nacional) à Sociedade:

A Destruição da Gestão Ambiental Federal e os Ataques aos Servidores, disponível na internet


Com que propósito, pergunto? Em benefício de quem? Quem conhece minimamente o tema sabe que o Brasil é o detentor do maior patrimônio de biodiversidade no mundo. Sabe que a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados sustentam mais da metade do PIB nacional nos setores da agricultura, floresta, pesca e aquicultura, saúde, oferta de água e ar puro, fertilidade dos solos, segurança alimentar, capacidade de mitigar e adaptar às mudanças climáticas, desenvolvimento de novas vacinas e remédios e o grande potencial de desenvolvimento da biotecnologia.
Não faz sentido, portanto, destruir nossa capacidade institucional de cuidar da biodiversidade, desenvolvida com tanto custo ao longo dos últimos 50 anos! Os motivos parecem ser de caráter ideológico, no qual prevalece uma visão distorcida de que a agenda de conservação da biodiversidade estaria nas mãos de ambientalistas radicais e incompetentes – se assim fosse, todos os significativos avanços alcançados pelo ICMBio descritos na Carta Aberta da ASCEMA não teriam acontecido – e que prejudicaria os interesses econômicos nacionais (o que não é verdade) ao criar obstáculos ao pleno exercício do direito da propriedade privada e ao direito dos proprietários e empresas fazerem uso pleno de todos os recursos naturais e terras do país para a produção agropecuária, mineral e energética e para a expansão urbana e da infraestrutura.
A exploração descontrolada e insustentável de nossos recursos naturais faz parte de nossa história e levou à destruição de 97% da Floresta com Araucárias, ao colapso dos estoques da sardinha brasileira na costa Sul-Sudeste em mais de 75%, à destruição total dos solos do Vale do Paraíba do Sul pela cultura do café sem curva de nível etc. Naturalistas brasileiros já denunciavam a destruição dos recursos naturais no período colonial e durante o império (José Augusto Pádua, 2002, Um Sopro de Destruição). Euclides da Cunha escreveu uma crônica denunciando os “fazedores de deserto” (Contrastes e Confrontos, 1907) e Monteiro Lobato escreveu crônicas denunciando a “velha praga” e o “grilo” (Urupês, 1918, e A Onda Verde, 1921).
Mas, a Constituição Federal de 1934 condicionou o exercício do direito de propriedade privada aos interesses coletivos nacionais. Essa determinação foi confirmada pela Constituição Federal de 1988, que condicionou o uso das propriedades privadas ao cumprimento da função social da propriedade definido no artigo 186, que inclui a obrigação de proteção ao meio ambiente e do uso dos recursos naturais de forma racional – para que não venham a faltar.
Depois de muita devastação, a atenção para o meio ambiente começou a mudar em 1973 com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), dirigida por Paulo Nogueira Neto, em resposta aos princípios adotados na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano realizada em Estocolmo, em 1972. Os principais legados de Nogueira Neto foram a adoção da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, em 1981, e sua participação na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (conhecida como Comissão Brundtland), que consolidou as bases conceituais do desenvolvimento sustentável (ONU, Nosso Futuro Comum, 1988) e foram fundamentais para o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92) e da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012 (Rio+20), base para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável adotados pela Assembleia Geral da ONU em 2015.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade foi criado especificamente para implementar obrigações estabelecidas pela Constituição Federal para a proteção da biodiversidade. O ICMBio é um órgão de gestão ecológica de ecossistemas e da biodiversidade. Não é uma repartição de polícia. Não cabe, portanto, militarizar a chefia da gestão da biodiversidade brasileira, seja na presidência e diretorias do ICMBio, seja na coordenação da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. Os militares e policiais são treinados para proteger o país de perigos externos e para manter a ordem pública. Não são treinados para a gestão ambiental.
Também não cabe a privatização da gestão das unidades de conservação. Essa é uma função de Estado prevista na Constituição Federal. Cabe, sim, parcerias e concessões para exploração de alguns serviços como o turismo. Se há falta de recursos públicos para cumprir as funções de Estado como a proteção ambiental, cabe ao governo privatizar empresas estatais, reduzir os subsídios e as isenções fiscais às empresas e acabar com a sangria dos desvios de recursos públicos pela corrupção. Em todos os países, inclusive nas ditaduras, a gestão da biodiversidade é exercida por profissionais da área ambiental e não por amadores e interventores.
Penso que já está na hora de o Ministério Público Federal intervir em defesa do cumprimento da Constituição Federal e dos interesses públicos difusos. A Constituição Federal assegura a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e incumbe o poder público de preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas e proteger a fauna e a flora. São vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies e a definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. É vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. No âmbito da União, esse é o mandato do ICMBio!
Cabe registrar que, desde a década de 1970, graças aos contínuos investimentos em ciência e tecnologia e ao aprimoramento da legislação ambiental, a agropecuária brasileira tem tido grandes avanços de produtividade e sustentabilidade, comprovando que a proteção do meio ambiente e a produção de alimentos e fibras são perfeitamente compatíveis. O Brasil pode sim ser ao mesmo tempo campeão mundial de proteção da biodiversidade e de produção e exportação de alimentos!
Seria um grande contrassenso se este governo desmontar a estrutura legal e institucional de proteção da biodiversidade brasileira, justamente no país mais rico em biodiversidade e que liderou a construção da agenda global de desenvolvimento sustentável, o que traria grandes prejuízos ao meio ambiente, à sociedade e à economia brasileira e abalaria a imagem do Brasil no exterior. Isso certamente traria barreiras às exportações de produtos brasileiros. Apenas por retaliação de pessoas (“fazedores de desertos” e “grileiros”) que ainda não perceberam que o mundo caminha na direção do desenvolvimento sustentável.
Presidente Bolsonaro, peço sua atenção para os rumos do Ministério do Meio Ambiente em descompasso com sua visão de reconhecer, em seus discursos no exterior, a biodiversidade e as florestas brasileiras como um grande Capital Natural nacional, com grande potencial de contribuir para o desenvolvimento nacional e para o bem-estar da população brasileira. Presidente, o senhor precisa decidir se quer apoiar a banda progressista, competitiva e sustentável do agronegócio nacional ou sua banda podre atrasada, destruidora do meio ambiente e grileira de terras públicas.

(*)Braulio Dias é professor do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília, ex-Secretário Executivo da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

                                

                                                                                 

ICMBio abre mais de mil vagas para brigadistas

Como parte da preparação para a temporada de incêndios florestais, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lança 98 editais para a contratação de brigadistas. Ao todo serão 1.169 brigadistas em 88 unidades de conservação em contratos que variam entre 6 meses a dois anos. Os editais podem ser acessados aqui.

Para a contratação dos brigadistas, o ICMBio está destinando R$ 18 milhões, fora o que já foi investido na aquisição de equipamentos de proteção individual (bombas costais, motobombas, mangueiras e turbossopros).

Os candidatos serão selecionados em duas etapas: a primeira consiste numa avaliação física e habilidades com o uso de ferramentas agrícolas e terá caráter eliminatório; na segunda, será ministrado um curso de 40h para os pretendentes às vagas de chefe de esquadrão e de brigadistas e determinará a classificação final dos participantes.

O Teste de Aptidão Física (TAF) consiste numa caminhada com a bomba costal e tem o objetivo de avaliar a resistência muscular, aeróbica e capacidade cardiorrespiratória do participante. O candidato deve percorrer uma distância de 2,4 km com uma bomba costal cheia d’água pesando aproximadamente 20 quilos em, no máximo, 30 minutos. Tempo superior a este implica em desclassificação automática.

Já o teste de uso de ferramentas (THUFA) consta no teste da enxada, para capinar e rastelar uma área de 3×5 metros em, no máximo, 20 minutos, sendo avaliados a qualidade da capina e a obediência aos critérios de lançamento do material.
Brigadistas
A nova lei, sancionada em 28 de maio de 2018, atualiza dispositivo da Lei nº 7.957/89 que trata da contratação de pessoal para combate a incêndios e emergências pelo ICMBio e Ibama, ampliando o tempo de contratação e diversificando as atividades a serem desenvolvidas. A mudança na lei fortalece as unidades de conservação, além da geração de emprego e renda, já que contrata pessoas da comunidade, que vivem próximas das unidades de conservação.

Poderão ser contratados pessoas para atividades de prevenção, controle e combate de incêndios; apoio em ações de conservação, manejo e pesquisa de espécies ameaçadas; apoio a projetos de preservação, uso sustentável, proteção e apoio operacional à gestão de unidades; apoio à identificação à demarcação e consolidação territorial e apoio às ações de uso sustentável.

O tempo de contratação de brigadistas passa de 6 meses para 2 anos, prorrogável ainda por mais um ano. Agora, trabalhando por um período mais longo, os brigadistas poderão desenvolver atividades no combate ao fogo por maior período e também poderão reforçar as medidas de prevenção.

Chefs do Rio testam e aprovam pirarucu de manejo

“Sabor que preserva a floresta”: o slogan do projeto Gosto da Amazônia não deixa dúvidas em relação aos dois principais atributos do pirarucu de manejo que, além das suas qualidades gastronômicas, representa um modelo muito bem-sucedido de conservação da espécie e de seu habitat natural, com geração de oportunidades sociais, econômicas e culturais para as comunidades envolvidas na atividade.

Com o objetivo de avaliar o potencial do produto na cozinha, um time de renomados chefs da cidade foi convidado a participar da primeira etapa do projeto, chamada sensibilização inicial, para criar receitas e analisar diferentes formas de preparo do pirarucu de manejo. O processo foi conduzido em parceria com a consultoria Cambucá, especializada em gastronomia, que ficou responsável pelo contato com os chefs e organização das informações coletadas.

Andressa Cabral, Claude Troisgros, Damien Montecer, Fred Monnier, Katia Barbosa, Marcelo Barcellos, Nao Hara, Natacha Fink, Ricardo Lapeyre, Roberta Sudbrack, Rodrigo Guimarães, Roland Villard e o grupo de Ecochefs, formado por Ana Ribeiro, Ana Pedrosa, Bianca Barbosa e Teresa Corção utilizaram ao longo dos meses de março e abril conhecimentos e técnicas diversas na criação das receitas, que na segunda fase do projeto virarão conteúdo de oficinas ministradas para outros chefs, sous chefs, funcionários do ramo e pessoas interessadas no assunto.

– O sabor é suave e de fácil adaptação a diversos temperos, muito bom de gosto – foi o que mais chamou a atenção de Ana Pedrosa nos testes que realizou com o produto. Já para Claude Troisgros “o pirarucu frito fica super macio dentro e crocante por fora. Quando é pochê, seja num caldo, numa moqueca ou num consomé, a baixa temperatura, sem ferver muito, fica suculento, macio e gostoso”. Um caminho diferente foi seguido e aprovado por Ana Ribeiro: “por conta da espécie de gelatina que esse peixe tem, ele fica melhor sem contato direto com o calor da frigideira. Enrolado em folhas comestíveis, preserva a textura macia e fica muito bom”.

– Os fatores que mais se destacaram foram o sabor, sem nota de terra, muito comum em peixe de água doce, a aparência nobre, limpa, alta cor clara com as camadas marcantes. O paladar delicado abre um leque enorme de possibilidades de preparo, e também funciona como contraponto a um molho mais marcante – elogia Marcelo Barcellos, chef do Restaurante Barsa. No comando do Restaurante Laguiole, Ricardo Lapeyre não esconde seu entusiasmo: “ficamos muito empolgados aqui na cozinha em trabalhar com o pirarucu, um produto super nacional, que envolve sustentabilidade, e a gastronomia hoje não pode ficar à parte desses movimentos. Um peixe muito versátil, que dá para ser trabalhado em inúmeras receitas”.

ANA PEDROSA PIRARUCU NO PAPILLOTE COM LEGUMES FOTO BEL CORCAO

Ana Pedrosa: Pirarucu no papillote com legumes. (Foto Bel Corção)

Para Teresa Corção, que coordenou as atividades com os ecochefs e participa da gestão do projeto Gosto da Amazônia, a boa receptividade dos chefs reforça a importância dos restaurantes como porta de entrada do produto na cidade: “a grande aceitação me surpreendeu. Mesmo chefs exigentes, que normalmente não gostam de trabalhar com peixes congelados, adoraram o pirarucu. O ponto alto foi o gosto suave, sem resíduos de sabor. Vejo um grande potencial para os restaurantes e bares”.

O manejo na Amazônia – O pirarucu (Arapaima gigas) é o maior peixe de escamas de água doce do mundo e se encontra principalmente na bacia Amazônica, podendo atingir até três metros de comprimento e 200kg de peso. Com uma inquestionável importância cultural, social e econômica para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região, o manejo do pirarucu começou a ser implementado em 1999, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, e hoje está presente em 34 áreas protegidas e/ou com Acordos de Pesca devidamente autorizados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

PIRARUCU CROCANTE COM TAPENADE DE AçAì

Pirarucu crocante com tapenade de açaí, receita do chef Claude Troisgros (Foto Divulgação)

O manejo desenvolvido nas diferentes áreas é baseado na organização social e produtiva das famílias e de suas representações associativas, e vem ganhando escala mais recentemente com a atuação conjunta de diversas comunidades manejadoras, organizações da sociedade civil e governamentais, fruto da parceria entre o Governo Brasileiro e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional/USAID, com apoio técnico do Serviço Florestal Americano (USFS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), Operação Amazônia Nativa (OPAN), Conservação Estratégica (CSF), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), Memorial Chico Mendes (MCM), Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC) e Associação dos Comunitários que trabalham com Desenvolvimento Sustentável no Município de Jutaí (ACJ).

Prática de uso sustentável e gestão participativa do recurso pesqueiro, o manejo comunitário garante a sobrevivência da espécie, soberania alimentar e renda às comunidades envolvidas no processo, configurando-se como um extraordinário caso de conservação da biodiversidade. Graças à atividade, o pirarucu voltou a habitar grande parte das várzeas amazônicas e não é mais uma espécie ameaçada. Com o esforço realizado para a implementação do manejo do pirarucu, que envolve atividades de contagem e a vigilância dos lagos, entre outras etapas, observa-se que os estoques de outras espécies aumentaram, como tambaqui, jacaré-açu, tartaruga, tracajá, peixe-boi.

O fortalecimento da organização comunitária e a manutenção da pesca artesanal, assim como outras práticas culturais das populações indígenas e ribeirinhas manejadoras, também são bons resultados relacionados ao manejo, que transforma os lagos protegidos em verdadeiras “poupanças bancárias”, geradoras de uma renda que supre as necessidades das famílias e permite realizar melhorias onde vivem. Tudo isso sem falar dos inúmeros benefícios aos diversos atores dos demais elos da cadeia de valor.

Mesmo com tantos aspectos positivos, as comunidades que trabalham o manejo do pirarucu enfrentam grandes desafios para a operacionalização da atividade e acesso a mercados que trazem maior retorno financeiro, tais como o alto custo de logística das atividades e o baixo preço de venda do produto recebido pelos comunitários. Os seguintes fatores ocasionam isso: falta de acesso a financiamentos para capital de giro e investimentos; mercado com poucos compradores; vendas pelos comunitários restritas aos atravessadores; baixo acesso às capacitações para produção e gestão da atividade, concorrência com a pesca e comercialização ilegal, entre outros.

PIRARUCU Ç LAGAREIRO COM ARROZ MARROQUINO E BANANA DA TERRA ASSADA

O projeto no Rio de Janeiro – Desenvolvido a partir da necessidade de se conquistarem novos mercados e um número maior de consumidores, o Gosto da Amazônia é fruto de uma parceria entre as instituições responsáveis pelo manejo do pirarucu, o Instituto Maniva, cuja missão é promover a melhoria da qualidade alimentar da sociedade, valorizando o modelo de produção familiar e sustentável, e o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SINDRIO), que representa institucionalmente mais de 11.000 estabelecimentos na cidade e está sempre em busca de novidades e melhorias para o setor.

Contribuir para a melhoria de qualidade de vida das comunidades envolvidas no manejo do pirarucu é o principal objetivo do projeto, que está previsto para acontecer em cinco diferentes etapas:
ETAPA 1 (abril/maio) – Sensibilização inicial: distribuição do pirarucu de manejo para cerca de quinze chefs do Rio de Janeiro, que criaram receitas e fizeram a análise detalhada do produto, conhecendo e explorando todo o seu potencial gastronômico

ETAPA 2 (junho) – Oficinas e Palestras no SindRio: cursos práticos de curta duração sobre receitas com pirarucu e palestras sobre o manejo e seus benefícios, contemplando um total de 150 a 200 pessoas, entre chefs, sous chefs, profissionais do setor de bares e restaurantes, jornalistas de gastronomia e instituições que atuam em projetos de sustentabilidade. Todas as atividades serão “temperadas” com degustação do pirarucu de manejo.

ETAPA 3 (julho) – Viagem à Amazônia: oito a dez chefs do Rio irão conhecer de perto a pesca do pirarucu e seus impactos sociais e econômicos nas comunidades que participam do manejo. A viagem será para as terras indígenas do povo Paumari do rio Tapauá, no sul do estado do Amazonas, onde estão programadas também atividades de intercâmbio culinário entre os indígenas e os chefs convidados.

ETAPA 4 (agosto) – Participação no Rio Gastronomia: dentro do maior evento de gastronomia do país, operação de um quiosque especializado em receitas com pirarucu de manejo e de uma barraca na feira de produtores com diversos produtos da Amazônia

ETAPA 5 (setembro/outubro) – Festival no Cadeg: durante duas semanas, o Cadeg acrescentará mais uma atração ao seu já tradicional calendário de festivais, com restaurantes servindo pratos especiais preparados com pirarucu e lojas do mercado vendendo produtos da Amazônia.

Concluídas as cinco etapas do projeto, espera-se que a maior quantidade possível de bares e restaurantes passem a adotar o pirarucu de manejo em seus cardápios, e que um número significativo de consumidores tenha entrado em contato com o produto e conhecido os diversos benefícios do manejo sustentável. Dessa forma, um importante passo terá sido dado na valorização do pirarucu de manejo no Rio de Janeiro, o que poderá ser aproveitado em um futuro próximo na conquista de novos mercados.

Conheça a incrível Reserva Extrativista do Rio Pacaás Novos

Localizada em Guajará-Mirim, foi criada pelo Decreto Estadual n 6953, de 14/07/1995, com uma área de 342.903,5029 ha.
Em 1994, segundo levantamento da ONG ÍNDIA havia 155 moradores na resex. Em 2002, a SEDAM não tinha dados atualizados sobre a quantidade de moradores existentes na reserva. Quanto à infra-estrutura, a reserva possui três escolas, um posto de saúde, dois rádios amadores e barcos comunitários (RONDÔNIA, 2002). O plano de desenvolvimento e o de manejo foi realizado através da cooperação técnica PNUD/PLANAFORO em 1998. Com o declínio da borracha a castanha passou a ser o principal produto extrativista da resex. A pesca e a caça são muito importantes para a sobrevivência dos moradores. A pesca comercial, visando fins lucrativos, é uma das principais ameaças à reserva (RONDÔNIA, 2002). Sobre a situação do manejo, mantém arquivos sobre o projeto de implantação do plano de manejo florestal e conta com firme apoio da OSR no campo das discussões e assessoria ao manejo (DIAGNÓSTICO, 2005).
Em 2004 contava com 40 famílias (155 pessoas) vivendo da agricultura, pesca, caça de subsistência, agricultura comercial em pequena escala e do extrativismo da castanha e da borracha (DORIA,2004).
(Fonte: SANTANA, V. O. Reservas extrativistas estaduais de Rondônia: uma história em construção. Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Filosofia e Ciências. Dissertação de Mestrado. Marília – SP, 2007).

A Resex Estadual Rio Pacaás Novos localiza-se na parcela oeste do estado de Rondônia, englobando tributários do Rio Guaporé, por meio do rio Pacaás Novos. Estima-se haver 80 colocações, das quais 60 estariam ocupadas. O produto mais explorado da Resex é a castanha, pois a extração da borracha está em decadência. A produção agrícola é limitada, sendo o feijão a cultura mais praticada. A caça e a pesca têm relevância acentuada na alimentação da população local. O Plano de Utilização foi elaborado por meio da Cooperação Técnica do PNUD ao PLANAFLORO, em 1998. A infra-estrutura de apoio às comunidades consiste em três escolas e um posto de saúde, sendo que mais duas escolas e dois postos de saúde estão sendo construídos. Mais de 99% da área é de domínio da União, mas há três posses e três Contratos de Promessa de Compra e Venda de terras, emitidos pelo INCRA, que somam 2.100 ha.
GEOMORFOLOGIA E SOLOS : As unidades de relevo que dominam a paisagem da Resex Rio Pacaás Novos são o pediplano centro-ocidental brasileiro e os planaltos residuais do Guaporé, com altitudes que variam entre 100 e 250 metros. Os tipos de solos mais freqüentes são o latossolo amarelo, o podzólico vermelho-amarelo, o glei pouco húmico e o podzol hidromórfico.
(Fonte: “As Unidades de conservação de Rondônia”. (Fábio Olmos, Alfredo de Queiroz Filho, Celi Arruda Lisboa). PNUD, PLANAFLORO – Governo de Rondônia, 1999).

Veja mapas e dados completos aqui

Projeto Brasil 2030

                                 PROJETO BRASIL 2030- 

1-Projeto Brasil 2030- 180 mil escolinhas de futebol em todo o Brasil 

2-Judô Para Todos-prática de judô em todas as escolas estaduais e municipais do Brasil 

3-Fábrica de bolas, redes e uniformes em presídios, centros comunitários e em comunidades (favelas) 

1-PROJETO BRASIL 2030 

1- O Projeto Brasil 2030 é um estudo elaborado pelo Instituto Rondon, destinado a oferecer aos governos federal, estaduais e municipais uma pção para melhorar a educação do jovem, aliando estudo com a prática de esportes como é feito nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos.  Tem como objetivos incentivar a prática do futebol nas mais de 180 mil escolas públicas (120 mil municipais e 60 mil estaduais), além de mais de 10 mil privadas, universidades (públicas e privadas); O PB2030 vai descobrir talentos e gerar milhares de empregos diretos e indiretos. O PB2030 visa criar milhares de escolinhas de futebol nas escolas e universidades de todo o País, realizar campeonatos municipais, intermunicipais e interestaduais num prazo de 10 anos, começando em 2020.  

1a-O PB2030 terá investimentos oriundos das loterias brasileiras (Caixa) e patrocínios de empresas privadas e pÚblicas. E, quem sabe, de cassinos que podem ser liberados no Brasil. 

1b-Cada município deverá ter o número de escolinhas de futebol de acordo com a quantidade de escolas existentes.  

1c-Cada  escolinha de futebol receberá recursos financeiros para pagar treinadores, comprar equipamentos como bolas, redes, uniformes, etc. 

1d-O estado receberá recursos para a construção de campos de futebol para atender aos municípios. As escolinhas de futebol poderão utilizar os estádios de futebol construídos para a Copa do Mundo de 2014. 

1e-As escolinhas de futebol usarão os estádios municipais ou privados existentes, mediante pagamento de aluguel ou cessão gratuita. 

2a-Atletas das escolinhas de futebol terão prioridades nas escolas, terão vales transporte, vale alimentação e os melhores terão um valor mensal tipo bolsa atleta. 

2b-Atletas de escolas e universidades privadas terão 100% de bolsa nas mensalidades, além dos benefícios. 

2c- Atletas jogadores bem avaliados, poderão eventualmente ser “vendidos” pelas escolas para grandes times de futebol brasileiros, mas o foco não será esse e sim manter o aluno nas escolas. 

2d-A importância do projeto é que os atletas nunca deixarão de estudar para jogar bola, sendo condição inegociável. Hoje o jovem que deseja ser jogador de futebol recorre às escolinhas de futebol pagas. Muitos viajam para longe de casa, se alojando em clubes de futebol que não oferecem o mínimo de segurança (caso CT do Flamengo). Com as escolinhas nas escolas, este desejo nunca despertará. 

3-Existem cerca de 180 mil escolas no País, sendo 120 mil municipais e 60 mil estaduais, além de centenas de universidades públicas e privadas. No mínimo teremos cerca de 180 mil escolinhas de futebol, que envolverão diretamente mais de 2 milhões de estudantes atletas em diversas categorias.  

3 a- Serão realizados anualmente campeonatos municipais, estaduais e interestaduais em diversas categorias, inclusive feminino. O representante de cada município disputará quem será o representante de cada estado em um campeonato nacional. 

3b-Todos os atletas de escolas particulares ou universidades privadas não pagarão mensalidades, ou seja, receberão 100% de bolsa. 

3c-As bolas, redes, uniformes serão adquiridas junto à presídios, centros comunitários, nas comunidades (favelas). 

Meta: até 2030 o projeto deverá descobrir novos talentos do futebol, além de envolver milhões de estudantes com o esporte. O Projeto revolucionará o setor, podendo ser o melhor sistema de inclusão, redução da violência e a formação de excelentes cidadãos que comandarão o Brasil no futuro. 

Modelo americano 

Nos Estados Unidos as escolinhas de futebol são obrigatoriamente ligadas às escolas e universidades. Lá os estudantes atletas tem em meta Copa do Mundo, ser Neymar? Não!!! Tem em meta entrar na universidade. Mais cedo ou mais tarde, a vida de todo adolescente brasileiro que estuda e pratica alguma modalidade esportiva a sério desemboca em um dilema: abandonar o sonho de ser um atleta profissional para se dedicar aos estudos ou deixar os livros de lado para se concentrar exclusivamente no esporte? É uma dúvida cruel, mas existe uma saída para conciliar as duas coisas: buscar uma vaga em uma universidade americana

Os Estados Unidos têm uma longa tradição de união entre educação e esporte, e as universidades do país possuem equipes de dezenas de modalidades. As ligas universitárias americanas, com diversos atletas com experiência em Mundiais e Jogos Olímpicos, permitem aos alunos competir em alto nível sem deixar de lado a formação educacional, por isso atraem jovens do mundo tudo – inclusive do Brasil. Atualmente, há cerca de 19.000 brasileiros estudando em universidades americanas, dos quais aproximadamente 1.600 estão em equipes esportivas. De acordo com o Education USA, órgão do governo americano responsável por orientar candidatos a ingressar em universidades americanas, os esportes mais procurados por brasileiros interessados em ir para os Estados Unidos  são futebol, vôlei e tênis. Marta Bidoli, coordenadora do Education USA no Brasil, onde a agência tem 32 escritórios, diz que há uma segunda vantagem em ir a uma universidade americana, além de poder conciliar estudo e esporte. “Quem ingressa em uma equipe esportiva de uma universidade de lá pode ganhar uma bolsa de estudos parcial ou até mesmo total.” 

Um aparte importante: não há ensino superior gratuito nos Estados Unidos. Estudar em uma universidade do país custa entre 10.000 e 60.000 dólares por ano (aproximadamente entre 32.800 e 196.600 reais), dependendo do prestígio da instituição. Não é barato, por isso uma bolsa é algo mais que bem-vindo. E consegui-la depende única e exclusivamente do talento do aluno-atleta

“Quem toma as decisões sobre bolsas é o treinador da equipe da universidade, que tem um orçamento. Ele avalia o talento do candidato e decide se vale a pena oferecer uma bolsa, e de qual percentual”, explica Bidoli

Diploma valioso 

Tornar-se um profissional nas quadras ou campos não é o objetivo de todos os que vão aos Estados Unidos por meio do esporte. Segundo Marta Bidoli, a maioria dos brasileiros que ingressam em universidades americanas para integrar equipes esportivas não tem essa pretensão. A ideia, nesse caso, é continuar praticando esporte em alto nível até conseguir o diploma universitário e, então, ingressar na carreira escolhida. Esse é o plano de Ana Beatriz Franklin, carioca de 19 anos que faz parte da equipe de vôlei da universidade Ohio State, uma das mais tradicionais do país nos esportes. “Eu não queria parar de jogar vôlei, nem deixar de estudar. No Brasil, é difícil conciliar essas duas atividades em alto nível. E o circuito universitário americano é muito forte”, conta. 

Obs: O senador ou deputado federal deverá ir aos Estados Unidos colher informações de como proceder para viabilizar o Projeto Brasil 2030. Contato nos Estados Unidos- Bruno Costa, brasileiro de Rondônia que é diretor de futebol de um importante clube americano. 

2-JUDÔ 

[Quebra da Disposição de Texto] 

2- JUDÔ- Projeto Judô em todas as 180 mil  escolas brasileiras. Os recursos para o Projeto Judô Nas Escolas também viriam das loterias e outras fontes. 

3a-Cada judoca de escola pública  receberá uma bolsa atleta, sendo que os de escolas e universidades particulares não pagarão mensalidades, recebendo bolsa integral para custear os estudos. Este projeto vai melhorar os índices olímpicos do Brasil, além de formar cidadãos disciplinados para o futuro. 

3-Fábricas de bolas, uniformes 

5-Fábrica de bolas, redes e uniformes em presídios, centros comunitários e em comunidades (favelas). Para atender às mais de 180 mil escolinhas de futebol que serão criadas com o Projeto Brasil 2030, serão incentivadas à criação de fábricas de bolas, redes, uniformes em presídios, centros comunitários e nas comunidades (favelas) gerando emprego e renda para milhares de pessoas. 

Elaborado por Instituto Rondon 

Roberto K. Moraes 

Presidente 

Contato@institutorondon.com.br 

zap: 061.98254-1644 

Projeto “Pago para ler”

Mais um projeto sendo elaborado pelo Instituto Rondon. Projeto “Pago para ler” consiste na remuneração no valor de meio salário mínimo por mês às pessoas inscritas no programa para lerem livros previamente listados. O objetivo do projeto, é, claro, incentivar a leitura. A remuneração é um incentivo para que as pessoas, além de ler um bom livro, adquiriram o saudável hábito da leitura que é a base do conhecimento. A leitura abre portas. Com este incentivo o número de leitores com certeza acrescerá no Brasil, cuja estatística não é nada satisfatória. O hábito da leitura, além de aumentar o conhecimento, servirá para melhorar o aprendizado, a interpretação de textos a melhora na confecção de uma redação.

O hábito da leitura

Qual o significado da leitura para as pessoas? A maior parte das pessoas não tem o hábito da leitura e cada vez fica mais difícil isso acontecer, o que é uma pena. Motivos: falta de tempo, preguiça, escolha por outro hobby ou simplesmente falta de hábito. Sim, a leitura é um hábito muito saudável, pois é uma excelente forma de aprendermos, de refletirmos e também de se divertir. O aprendizado está intimamente ligado com a leitura.Localizei a pesquisa do link http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/habito-de-leitura-no-brasil-cai-ate-entre-criancas, que apesar de ser de 2012, não deve ter significativas alterações e mostra que leitura e escolaridade estão ligadas. Não acredito que o motivo seja a exigência das escolas e sim que, quanto mais estudamos, mais queremos aprender, pois desejamos sair da mesmice e entendemos que para o sucesso seja alcançado, é necessário pensar melhor sobre os assuntos que estamos envolvidos.Bom, quer adquirir esse hábito? Que tal experimentar livros que o divirtam? Quem já leu um romance ou policial que o tira da realidade? É fantástico! Pode ser um início, além do que, é a melhor forma de aprender a escrever. Sim, quem lê, escreve melhor.

Projeto Brasil Sem Fome

O Instituto Rondon está elaborando o projeto Brasil Sem Fome (BSF). O projeto consiste na aquisição de uma extensa área de terras onde serão produzidos produtos agrícolas sem agrotóxicos, utilizando as modernas técnicas de cultivo, levando em consideração a sustentabilidade. A “fazenda” do BSF será totalmente auto sustentável, produzindo a própria energia (solar, gás, biodiesel). É o instituto da agroecologia, uma forma de agricultura sustentável que retoma as concepções agronômicas anteriores à chamada revolução verde. No projeto BSF serão aplicadas práticas de agricultura que incorporam as questões sociais, políticas, culturais, ambientais, energéticas e éticas.


Estufa de 4,7 metros de altura, que proporciona maior conforto térmico para as plantas, aumenta a qualidade e a produtividade de hortaliças, principalmente no período chuvoso, modelo exposto na ExpoagroDF 

No projeto BSF serão instaladas vilas residenciais, escola, creches, centro comunitário cultural, quadras esportivas e posto de saúde.

Os produtos cultivados na “fazenda” do BSF serão destinados à venda para supermercados, feiras, prefeituras, hospitais, creches, além de destinados à doações à pessoas atingidas por tragédias naturais.

Inauguração do Instituto Matheus Moraes, em 26.03.2008-Brasília

Brasília – Em cerimônia que contou com a presença de autoridades governamentais, empresários, jornalistas e representantes do Terceiro Setor, foi inaugurada na noite desta terça-feira (26-03), no Edifício Assis Chateaubriand, no centro de Brasília, a sede do Instituto Matheus Moraes, idealizado pelo jornalista e empresário Roberto Kuppê. 
O objetivo do IMM é desenvolver ações sociais fundamentadas em parcerias com instituições nacionais e internacionais e os governos federal, estaduais e municipais, como por exemplo, a elaboração e execução de projetos que atendam as pessoas mais necessitadas do país. O IMM terá sede em Brasília, mas atuará em vários estados, além de Rondônia e o Distrito Federal. 

Em seu discurso, Roberto Kuppê destacou que a inauguração do Instituto “é a realização de um sonho que só foi possível por uma Dádiva de Deus em minha vida”. Ele disse ainda que a criação do IMM tem um significado especial em sua vida, “pois sei que preciso fazer desta instituição uma ferramenta de promoção do bem estar social e do pleno exercício da caridade divina aos nossos irmãos pobres, miseráveis e desvalidos de toda ordem”. Segundo Kuppê, esse é o compromisso espiritual que ele tem “com o nosso Mestre, Jesus Cristo, uma preocupação sincera de lutar por mudanças sociais, pela construção de uma sociedade mais justa e fraterna”. 
O jornalista Roberto Kuppê ressaltou ainda em seu discurso que este sonho de implantar um instituto para desenvolver ações sociais, ele acalenta há muitos anos e até chegou a pensar que não poderia realizá-lo. “Nos últimos meses que antecederam o dia da Sorte Grande, eu estava particularmente desesperado. Não naquele desespero dos pobres e miseráveis, mas desesperado em meus sonhos de um dia ajudar pessoas a mudarem seus destinos, porque eu jamais realizaria. Só um milagre. E o milagre aconteceu e hoje estou aqui inaugurando não um prédio, não amontoado de salas bem decoradas e cheias de computadores modernos, mas um projeto de vida, um projeto de futuro para crianças, adolescentes, adultos e idosos deste Brasil”. 

O presidente do Instituto Matheus Moraes concluiu seu discurso afirmando que os desafios e as decisões que devem ser tomadas são difíceis, às vezes incompreendidas à princípio, mas no final, a coerência e a clareza sempre dão bons resultados. “Se quisermos viver num país próspero, temos que começar, desde já, a trabalhar por um projeto de renovação da educação brasileira. O dia em que um menino na escola aprender a ser homem com base moral, segundo a Lei do Criador, e a ser cidadão segundo a Lei do Homem, ele será instruído pelo estudo e moralizado pelo trabalho, pois a verdadeira escola é aquela que ensina moralizando e moraliza ensinando”, afirmou Kuppê. 

Durante a cerimônia de inauguração do Instituto Matheus Moraes a banda Sedna, patrocinada pelo jornalista Roberto Kupê, apresentou quatro músicas de compositores brasileiros que falam sobre solidariedade e a questão social . Houve ainda assinaturas de convênios e parcerias entre o IMM e instituições do Terceiro Setor de outros estados. 

A cerimônia contou com a presença dos mais conhecidos jornalistas sociais de Brasília (que apresentam programas de televisão na cidade): Gilberto Amaral e Bernadete Alves. 

Autor: Lima Rodrigues | Fonte: Extra Rondonia

Sebastião Salgado divulga foto de restauração florestal após 20 anos

Ofotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e a esposa,Lélia Wanick Salgado, divulgaram no Facebook uma montagem que mostra a restauração florestal na propriedade da família. As imagens têm 20 anos de diferença, e a comparação impressiona.

O casal criou o Instituto Terra, responsável pela restauração, quando Salgado voltou de uma viagem fotográfica à Ruanda em 1994, onde documentou o genocídio que ocorreu na região. O objetivo inicial era replantar 4 milhões de árvores — cerca de 17 mil acres de terra — naturais da região.
“Apenas cerca de 0,5% da terra estava coberta de árvores. Então minha esposa teve a ideia fabulosa de replantar esta floresta. E quando começamos a fazer isso, todos os insetos, pássaros e peixes retornaram e, graças a esse aumento das árvores, eu também renasci — este foi o momento mais importante ”, contou o fotógrafo ao jornal britânico The Guardian em 2015.


SEBASTIÃO SALGADO E A ESPOSA LÉLIA WANICK SALGADO (FOTO: FACEBOOK SEBASTIÃO SALGADO)

O processo replantio em si só começou em 1999, já que a região de Minas Gerais em que a propriedade da família está situada sofreu com escassez de água até o período. A primeira etapa foi plantar leguminosas, que ficaram responsáveis por recuperar o nitrogênio no solo. 

A primeira leva de mudas plantadas, contudo, não deu certo: “Fizemos os buracos [no solo] muito apertados”, disse Salgado ao Smithsonian. “Durante semanas eu estava doente — doente por ver aquele desastre.”

Mas a dupla não desistiu, e no ano seguinte a perda foi de apenas 20% da plantação. Hoje Salgado e a esposa contam com a ajuda de voluntários e especialistas — as perdas anuais não chegam a 10%. 
A floresta é uma reserva natural sem fins lucrativos e sua restauração trouxe de volta diversas espécies de animais para a região. Hoje, o casal treina jovens ecologistas, que plantam e nutrem milhões de mudas no viveiro.

Fonte: Galineu

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