Amazônia em perigo: criada "Frente Parlamentar" liderada por bolsonarista

Amazônia em perigo: criada “Frente Parlamentar” liderada por bolsonarista

BRASÍLIA- O Instituto Rondon, criado para defender a Amazônia, o meio-ambiente e as populações indígenas, vê com preocupação a criação da Frente Parlamentar da Amazônia, liderada por pelo deputado federal Delegado Pablo Oliva (PSL-AM). A preocupação reside no perfil do presidente da frente, ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) explicitamente favorável ao fim das demarcações de reservas indígenas e da exploração da Amazônia.

A preocupação do Instituto Rondon aumentou mais ainda após declarações do presidente da frente, Delegado Pablo Oliva, que pretende incentivar o desenvolvimento da região, implementando a regulamentação de jogos de azar.

Em declaração ao jornal A Crítica, de Manaus, o presidente da Frente Parlamentar da Amazônia disse que é a favor de regulamentar a exploração das riquezas minerais em solo indígena, sob o pretexto de que elas já exploradas só que de forma ilegal. “Na hora que você legaliza e regulamenta, você dá à pessoa que vive lá opções e qualidade de trabalho e de vida e ao mesmo tempo, garante que a riquezas fique; quando você deixa que fique ilegal, como na exploração de ouro ilegal, o minério é levado para fora do Brasil. O ouro não fica, a riqueza não fica, quem trabalha não se desenvolve assim como o lugar onde ocorre a atividade. Então, explorar, sim, mas com responsabilidade e desenvolvimento sustentável”, disse Delegado Pablo Oliva. Em outras palavras, a Frente Parlamentar da Amazônia chega para destruir as tradições, a natureza e as populações indígenas.


O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, esteve presente à instalação da Frente Parlamentar da Amazônia. “Venho aqui para dar o nosso apoio a esse trabalho que vai ser construído conjuntamente o desenvolvimento sustentável da Amazônia que fará com que ela seja preservada e o melhor mecanismo de preservação é o desenvolvimento que gera recursos, que dá condições para que as pessoas tenham vida digna em toda a região e fará com que continuemos sendo um grande exemplo para todo o mundo”. O Instituto Rondon pergunta ao ministro: como preservar a Amazônia, explorando a Amazônia? Uma incoerência proporcional ao governo Bolsonaro que prega o fim das reservas indígenas e o incentivo à exploração da região pelo agronegócio.

Fonte: Instituto Rondon

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